Por que isso virou pauta de diretoria agora?
Três motivos convergiram: (1) NR-1 atualizada com obrigação técnica e prazo, (2) jurisprudência consolidando dano moral coletivo por omissão psicossocial, (3) ESG e investidores exigindo métrica de saúde mental como indicador-S. O que era 'tema de RH' virou exposição financeira mensurável.
Qual o custo de não fazer?
Três frentes somáveis: multa administrativa (NR-28: R$ 670 a R$ 6.708 por item, dobrável em reincidência), passivo trabalhista individual (R$ 5k–R$ 80k por ação por dano moral típico), passivo coletivo (ações civis públicas com piso de centenas de milhares). Some afastamentos por CID-F (custo médio R$ 1.800/mês/colaborador afastado) e turnover de talento sênior.
Em quanto tempo a empresa precisa estar adequada?
A obrigação está vigente. A fiscalização do MTE entrou em fase ativa em 2025-2026, com priorização de setores críticos (saúde, call center, indústria pesada, financeiro). Empresas com mais de 100 colaboradores estão no radar imediato.
Faz vs compra vs terceiriza?
Fazer in-house exige psicólogo/o do trabalho dedicado(a) + ferramenta + processo (custo anual estimado R$ 80k-R$ 200k). Terceirizar consultoria custa R$ 20k-R$ 60k por ciclo único, sem rastreabilidade entre rodadas. Software especializado fica em R$ 12k-R$ 36k/ano com governança contínua. Para a maioria das médias e grandes empresas, o ROI está no software + supervisão técnica pontual.
Esse tema afeta valuation?
Sim, em três dimensões: (1) due diligence de M&A passou a incluir passivo psicossocial mapeado, (2) ratings ESG penalizam ausência de métrica-S, (3) seguros de D&O começam a perguntar sobre adequação à NR-1. Empresas em rodada de investimento ou processo sucessório precisam ter o ciclo documentado.