FAQ técnico

FAQ NR-1: 50 perguntas sobre riscos psicossociais

50 perguntas frequentes de alta intenção sobre NR-1, diagnóstico psicossocial, PGR, laudo, plano de ação, multas, LGPD, fiscalização e setores específicos.

Resposta direta

A NR-1 atualizada pela Portaria MTE 1.419/2024 obriga empresas a tratar fatores psicossociais relacionados ao trabalho dentro do GRO/PGR — com diagnóstico, laudo, plano de ação, evidências e reavaliação. Cada pergunta abaixo traz resposta direta citável (50–80 palavras) e resposta completa em página própria.

Anonimato

Diagnóstico

Quanto custa um diagnóstico psicossocial?

Em consultoria tradicional, o custo médio fica entre R$ 80 e R$ 250 por colaborador, com prazo de 60 a 120 dias. Em plataformas SaaS como a NORMI, o custo cai para uma fração disso (em média R$ 5 a R$ 20 por colaborador/ano), com diagnóstico em 14 a 21 dias e laudo gerado automaticamente.

O que é um pulse survey psicossocial e quando usar?

Pulse survey é uma medição curta (3 a 8 perguntas) e frequente (a cada 2 a 8 semanas), focada em uma ou poucas dimensões críticas identificadas no diagnóstico anual. Serve para acompanhar tendência, validar efeito de medidas e detectar problemas antes da próxima reavaliação completa.

Diagnóstico psicossocial é a mesma coisa que pesquisa de clima?

Não. Pesquisa de clima mede satisfação e engajamento com viés de gestão de pessoas. Diagnóstico psicossocial é avaliação técnica de fatores de risco para saúde e segurança, com instrumento validado, classificação por dimensão, matriz de risco e conexão obrigatória com PGR e plano de ação. Clima ajuda RH; diagnóstico cumpre NR-1.

Qual instrumento psicossocial usar no diagnóstico?

Os instrumentos mais validados internacionalmente são COPSOQ III (Copenhagen Psychosocial Questionnaire), JCQ (Karasek), ERI (Siegrist) e MBI (burnout). No Brasil, instrumentos adaptados ao contexto cultural e ao porte da empresa têm melhor adesão. A NORMI usa um instrumento composto baseado em dimensões consagradas e adaptado à realidade brasileira.

Diagnóstico psicossocial precisa ser presencial?

Não. A coleta online com instrumento validado e anonimato bem implementado tem qualidade técnica equivalente ou superior à presencial, com adesão maior e custo menor. A presencial pode ser útil em entrevistas qualitativas complementares para áreas críticas.

Qual a adesão mínima para um diagnóstico psicossocial válido?

O ideal é acima de 70% por área avaliada. Entre 50% e 70%, o resultado segue válido com ressalva metodológica. Abaixo de 50%, recomenda-se estender a coleta. Áreas com menos de 5-10 respondentes devem ser combinadas para preservar anonimato e validade estatística.

Como fazer diagnóstico em empresa com poucos funcionários?

Use instrumento simplificado e agrupe áreas pequenas para preservar anonimato (mínimo de 5-10 respondentes por corte). Em empresas muito pequenas, complemente com entrevistas individuais conduzidas por terceiro independente. O laudo deve registrar a metodologia adaptada.

Como fazer diagnóstico em multinacional com várias unidades?

Aplique o mesmo instrumento em todas as unidades brasileiras com cortes por unidade, área e cargo. Cada unidade deve ter laudo próprio integrando ao seu PGR local, mas a metodologia e a governança podem ser centralizadas. A NORMI suporta multi-unidade nativamente com permissões por gestor.

Como avaliar risco psicossocial em teletrabalho e híbrido?

Use instrumento que cubra hiperconexão, isolamento, suporte remoto, ergonomia cognitiva e direito à desconexão. Aplique a todos os trabalhadores remotos com mesmo padrão dos presenciais. Plano de ação precisa contemplar políticas formais de desconexão, expectativas de resposta e suporte de liderança a distância.

Quanto tempo deve durar a janela de coleta do diagnóstico?

Em geral, 14 a 21 dias corridos. Janelas menores que 7 dias prejudicam adesão; maiores que 30 dias geram fadiga e perda de comparabilidade entre respondentes. Lembretes em D+3, D+7 e D+12 são essenciais. Em organizações com regimes de trabalho variados (turnos, plantões, sazonalidade), pode-se estender com justificativa.

Laudo

Multas

Qual a multa por não cumprir a NR-1 em riscos psicossociais?

As multas seguem a NR-28 e variam conforme número de empregados, gravidade do item e reincidência. O valor de uma única infração pode partir de cerca de R$ 670 e ultrapassar R$ 6.700 por item por unidade fiscalizada. Como a auditoria-fiscal autua cada item separadamente, é comum que autuações consolidadas passem de R$ 50 mil. Reincidência dobra os valores.

Como funciona uma fiscalização do MTE em NR-1?

Pode ser programada (operações nacionais), por denúncia (anônima ou identificada), por acidente grave ou por demanda do MPT. O auditor solicita PGR, laudos, plano de ação, evidências, atas de CIPA e registros de denúncia. Se houver não conformidade, lavra auto de infração com prazo para defesa administrativa de 10 a 30 dias.

Como se defender em uma fiscalização do MTE focada em NR-1?

Apresente em ordem: PGR atualizado com inventário psicossocial, laudo técnico assinado, plano de ação com responsáveis e prazos, evidências de execução, atas de CIPA-A, registros do canal de denúncia, treinamentos e histórico de reavaliações. Documentação consistente e auditável é o principal fator que reduz ou afasta autuações.

O que esperar de um TAC do MPT em risco psicossocial?

TACs típicos de psicossocial impõem: diagnóstico com instrumento validado em 90-180 dias, laudo assinado por psicólogo com CRP, plano de ação com prazos, treinamento de lideranças e CIPA-A, canal de denúncia, relatórios trimestrais e reavaliação anual por 24-36 meses, com multa diária por descumprimento.

NR-1

Quando a NR-1 entra em vigor para riscos psicossociais?

A obrigatoriedade do tratamento de riscos psicossociais no PGR foi estabelecida pela Portaria MTE 1.419/2024. A vigência foi escalonada a partir de 2025/2026, com fiscalização prevista de forma progressiva. Empresas devem demonstrar identificação, avaliação, plano de ação e evidências sob a NR-1 atualizada já no ciclo atual de gestão de riscos.

Quais empresas precisam cumprir a NR-1 para riscos psicossociais?

Todas as empresas com empregados regidos pela CLT precisam cumprir a NR-1, incluindo MEI com funcionários, microempresas, pequenas, médias e grandes. As obrigações são proporcionais ao porte e grau de risco — MEI e pequenas têm regime simplificado, mas continuam obrigadas a identificar e tratar riscos, inclusive psicossociais.

Como começar a adequação à NR-1 do zero?

O caminho mais rápido tem 6 passos: 1) cadastrar empresa e responsável técnico; 2) listar colaboradores e setores; 3) aplicar diagnóstico psicossocial anônimo; 4) gerar laudo técnico com matriz de risco; 5) criar plano de ação com responsáveis e prazos; 6) arquivar evidências e agendar reavaliação. Em uma plataforma como a NORMI, o ciclo completo leva de 2 a 6 semanas.

Software NR-1 ou consultoria: qual o melhor?

Depende do contexto. Consultoria pura é indicada quando há mudança organizacional profunda em curso e necessidade de imersão presencial. Software puro é ideal para empresas que já têm SESMT/RH minimamente estruturado e precisam padronizar e repetir o ciclo. O modelo híbrido (software + consultoria pontual) é o mais comum no mercado e geralmente o de melhor custo-benefício.

Quanto tempo leva a adequação completa à NR-1?

O ciclo mínimo defensável dura de 4 a 8 semanas: 1 semana para configuração e cadastro; 2 a 3 semanas de coleta; 1 semana para análise e laudo; 1 a 2 semanas para definir plano de ação. Em consultoria tradicional, o mesmo ciclo leva de 60 a 120 dias. Reavaliações posteriores são mais rápidas porque a estrutura já existe.

Burnout é considerado doença ocupacional?

Sim. Desde janeiro de 2022, a OMS classifica o burnout como fenômeno ocupacional na CID-11, e o INSS reconhece o nexo entre síndrome de burnout e atividade laboral para fins previdenciários. Quando há nexo técnico, a empresa precisa emitir CAT, e o trabalhador tem direito a auxílio-doença acidentário (B91), com estabilidade no retorno.

O que a empresa precisa fazer contra assédio moral e sexual?

A Lei 14.457/2022 obriga empresas com CIPA a manter canal de denúncia confidencial, ações de capacitação, treinamento da CIPA-A em prevenção de assédio e procedimentos de apuração. A NR-1 atualizada complementa exigindo que esses fatores estejam no diagnóstico psicossocial e no plano de ação do PGR.

Consultoria pode usar a NORMI em modelo white-label?

Sim. O programa de parceiros NORMI permite que consultorias de SST, RH e jurídico apliquem diagnóstico, gerem laudo e plano de ação com sua própria marca, mantendo o rigor técnico da plataforma. O modelo libera a consultoria para focar em diagnóstico, interpretação e implementação, sem desenvolver software.

O selo de conformidade NR-1 tem valor jurídico?

O selo não substitui evidências do PGR, mas funciona como sinalização externa de governança e ativo comercial em licitações, due diligence ESG e parcerias B2B. Em juízo, o que defende a empresa é o conjunto documental — laudo, plano e evidências — e o selo é uma referência reputacional desse esforço.

Due diligence ESG cobra adequação à NR-1?

Sim, cada vez mais. Em M&A, contratos com multinacionais e captação ESG, auditores avaliam o pilar Social — incluindo gestão de riscos psicossociais conforme NR-1. Empresas sem diagnóstico, laudo e plano de ação enfrentam ressalvas e descontos no valuation, ou exclusão de cadeias de suprimento.

PGR

Quais evidências comprovam conformidade com a NR-1?

Comprovam conformidade: PGR atualizado com inventário de riscos psicossociais, laudo técnico assinado, plano de ação com responsáveis e prazos, registros de comunicação aos trabalhadores, treinamento de lideranças, atas de CIPA, relatórios de canal de denúncia, evidências de execução das ações e histórico de reavaliações. Devem ser arquivadas por no mínimo 20 anos.

O eSocial é usado para fiscalizar a NR-1?

Sim, indiretamente. Eventos S-2210 (CAT), S-2220 (monitoramento de saúde) e S-2240 (condições do trabalho) cruzam com o PGR. Se a empresa declara baixo risco no eSocial mas tem CATs psiquiátricas frequentes, isso vira gatilho automático de fiscalização. Coerência entre eSocial e PGR é hoje um pilar de defesa.

Como deve ser o treinamento da CIPA-A em prevenção de assédio?

Treinamento bienal mínimo de 8 horas, com conteúdo sobre tipos de assédio, marco legal (Lei 14.457, NR-1, art. 216-A do CP), procedimento de apuração, papel da CIPA, sigilo e proteção contra retaliação. Deve ter registro de presença, material e avaliação. É item de fiscalização objetivo.

O que a Lei 14.457/2022 exige além do canal de denúncia?

Exige que empresas com CIPA: mantenham canal de denúncia, capacitem CIPA-A bienalmente em prevenção de assédio, promovam ações regulares de comunicação, incluam cláusulas no código de conduta, adotem procedimento de apuração com sigilo e protejam vítimas e testemunhas contra retaliação.

Como integrar NR-1 psicossocial com PCMSO?

Riscos psicossociais identificados no PGR devem orientar o PCMSO: exames clínicos com atenção a sinais de adoecimento mental, monitoramento de retorno ao trabalho após CIDs F, ações de promoção de saúde mental e emissão de CAT quando há nexo. Inconsistências entre PGR e PCMSO geram autuação dupla.

Quais eventos do eSocial impactam o programa psicossocial?

Principalmente S-2210 (CAT), S-2220 (monitoramento de saúde) e S-2240 (condições do trabalho). Coerência entre o que está declarado no eSocial (riscos, exposições, CATs) e o que está documentado no PGR psicossocial é hoje pilar de defesa em fiscalização do MTE e do INSS.

Plano de ação

Como priorizar riscos psicossociais identificados?

Use uma matriz de risco cruzando severidade (impacto na saúde) e probabilidade (exposição e número de pessoas afetadas). Riscos críticos exigem ação em até 30 dias; altos em até 90; médios em até 180; baixos podem ir para monitoramento. A priorização deve estar documentada no laudo com justificativa técnica.

Como montar plano de ação NR-1 para riscos psicossociais?

Cada risco priorizado deve gerar pelo menos uma medida (preferencialmente organizacional, individual em último caso) com responsável nomeado, prazo definido, indicador de sucesso, status atualizado e evidência de execução. O plano é vivo: revisar status mensalmente e fechar o ciclo com reavaliação.

Como implementar política de direito à desconexão?

Defina por escrito horários de disponibilidade por função, regras para mensagens fora do expediente, sobreaviso, plantão e expectativas de resposta. Comunique amplamente, treine lideranças, monitore violações e registre adequações. Política sem aplicação é apenas formalidade — fiscalização e justiça avaliam efetividade.

Como tratar liderança tóxica identificada no diagnóstico?

Combine três frentes: feedback estruturado ao gestor com plano de desenvolvimento, monitoramento por equipe (pulses) com prazo claro de evolução e medidas disciplinares (realocação, demissão) se não houver mudança no prazo. Decisão deve estar documentada e baseada em evidências, não em percepção isolada.

Como implementar canal de denúncia conforme Lei 14.457?

O canal precisa ser anônimo, acessível, confidencial, com prazo de apuração definido, garantia contra retaliação e parecer documentado. Pode ser interno (com governança independente) ou terceirizado. O ponto crítico é a apuração: receber denúncia sem apurar gera passivo maior do que não ter o canal.

Como medir o ROI do programa de gestão de riscos psicossociais?

Combine indicadores diretos (redução de CATs por CID F, redução de B91, queda no FAP, redução de absenteísmo e turnover) e indiretos (presenteísmo, engajamento, NPS interno, custo médico por colaborador). O retorno típico aparece em 12-24 meses, com payback positivo já no primeiro ciclo bem executado em empresas médias e grandes.

Reavaliação

Setor

MEI precisa cumprir a NR-1 para riscos psicossociais?

MEI sem empregados não tem obrigação. MEI com empregado contratado pela CLT (atualmente permitido para 1 funcionário) precisa cumprir a NR-1 em regime simplificado — incluindo identificação básica de riscos psicossociais. Pode adotar PGR simplificado, mas precisa demonstrar que avaliou e tratou os riscos relevantes.

Como pequenas empresas devem se adequar à NR-1?

Pequenas empresas (até 49 empregados) podem usar instrumento simplificado, agrupar setores na análise e ter laudo mais enxuto, mas precisam cumprir o ciclo completo: diagnóstico, classificação, plano de ação e reavaliação. O custo de adequação por colaborador é proporcionalmente menor em plataformas SaaS, em geral entre R$ 5 e R$ 20 por colaborador/ano.

Como aplicar a NR-1 em call center e atendimento?

Call centers têm risco psicossocial elevado por carga emocional, monitoramento contínuo e jornada intensa. O diagnóstico deve cobrir 100% das equipes, com pulses mensais nas dimensões críticas (sobrecarga, autonomia, suporte e violência verbal). O plano de ação precisa contemplar pausas, rotação de filas, suporte psicológico e apuração rápida de violência de cliente.

Como aplicar a NR-1 em hospitais e operadores de saúde?

Saúde tem altíssima exposição a risco psicossocial: jornada longa, plantão, exposição a sofrimento, violência de pacientes e familiares, e responsabilidade vital. Diagnóstico deve segmentar por unidade (pronto atendimento, UTI, oncologia, psiquiatria) e contemplar burnout, segunda vítima e violência institucional. Plano precisa de medidas estruturais, não só apoio individual.

Como aplicar a NR-1 em indústria e operações de chão de fábrica?

Indústria precisa integrar o programa psicossocial à gestão tradicional de SST, com foco em turnos, fadiga, ritmo de linha, segurança comportamental, hierarquia e violência simbólica. Instrumento deve ser linguagem acessível, com aplicação assistida quando necessário. Plano de ação deve ser conduzido pelo SESMT em conjunto com lideranças de produção.

Como aplicar a NR-1 em bancos e financeiras?

Setor financeiro tem alta cobrança por meta, risco de assédio moral, jornada intensa e responsabilidade fiduciária. Diagnóstico deve incluir dimensões de pressão por resultado, justiça organizacional e segurança psicológica. Plano de ação típico envolve revisão de metas, capacitação de lideranças, canal de denúncia robusto e monitoramento por equipe.

Como aplicar a NR-1 em empresas de tecnologia?

Tech tem riscos psicossociais específicos: hiperconexão, jornada elástica, mudança constante de prioridade, pressão por entrega contínua e isolamento em times remotos. Programa precisa contemplar direito à desconexão, expectativas de disponibilidade, gestão de cobrança e suporte a times distribuídos.

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