NR-1 para SST

NR-1 para SST: o ciclo técnico que sobrevive a fiscalização

Guia técnico para SESMT e profissionais de SST: instrumento, critérios, integração ao PGR, laudo, evidências e reavaliação dos riscos psicossociais conforme NR-1.

Resposta curta

Risco psicossocial é risco ocupacional. O SST aplica o mesmo rigor do GRO: inventário, análise, medidas hierarquizadas, evidências e reavaliação. O que muda é o instrumento de coleta e a sensibilidade na agregação. A NORMI entrega esse ciclo já no formato técnico exigido.

Instrumento psicométrico validado

Hierarquia de controle aplicada

Laudo no formato exigível pelo PGR

Por que o risco psicossocial é diferente

Diferente de ruído ou agente químico, o risco psicossocial não tem limite de tolerância tabelado. A análise depende de dimensões organizacionais (demanda, controle, suporte social, recompensa, conflito casa-trabalho, assédio, violência). Por isso é OBRIGATÓRIO usar instrumento validado — não vale checklist caseiro.

Hierarquia de controle aplicada

Mesma lógica da NR-9: priorize medidas organizacionais (eliminar a fonte) sobre coletivas (mitigar exposição) sobre individuais (proteger o exposto). Treinamento de mindfulness sem mudar carga de trabalho é EPI psicológico — não cumpre o item 1.5.5 da NR-1.

  • Organizacional: redesenho de processo, escala, governança
  • Coletiva: protocolos de pausa, gestão de conflitos, ouvidoria
  • Individual: apoio psicológico, afastamento preventivo

Como integrar ao inventário do PGR

Cada risco psicossocial identificado vira uma linha do inventário com: dimensão, fonte geradora, grupo exposto, severidade, probabilidade, controles existentes, lacunas, medidas planejadas, responsável e prazo. A NORMI exporta nesse formato para anexar ao seu PGR.

  • Compatível com modelos de inventário usados por SST
  • Versionamento por reavaliação
  • Rastreabilidade de cada decisão técnica

O que a fiscalização do MTE pede

Auditor-fiscal típico solicita: instrumento usado e validação, plano de coleta, critérios de classificação, laudo assinado por profissional habilitado, plano de ação com responsáveis e prazos, evidências de execução, ata de reavaliação. A ausência de QUALQUER um desses itens caracteriza adequação parcial.

LGPD
Diagnóstico anônimo
Laudo técnico
Evidências para PGR
Reavaliações

Próximos guias relacionados

Perguntas frequentes

O risco psicossocial entra no PGR como agente físico, químico ou ergonômico?

Como categoria própria de risco ocupacional, conforme atualização da NR-1 (item 1.5.3.2). Deve ser inventariado, classificado, tratado e monitorado pelo mesmo ciclo do GRO — não é 'anexo' ao PGR, é parte dele.

Qual instrumento usar? COPSOQ, JCQ, ERI, JD-R?

Para auditoria, o que importa é instrumento validado psicometricamente, com referência publicada. COPSOQ III é o padrão internacional mais usado e tem versão brasileira validada. A NORMI usa esse padrão por dimensões, com adaptações para o contexto brasileiro.

Qual o n mínimo para análise por área?

Estatisticamente, recomenda-se n ≥ 30 por estrato para análise robusta. Para anonimato (LGPD + boas práticas), n ≥ 7 antes de exibir resultados desagregados. Abaixo disso, agregue áreas ou reporte só no nível organização.

Quem assina o laudo psicossocial?

Profissional habilitado em SST (engenheiro, médico ou técnico de segurança, com competência declarada para análise psicossocial) ou psicólogo do trabalho com vínculo formal com o SESMT. A NORMI gera o laudo com campos para assinatura técnica e número de registro profissional.

Com que frequência reavaliar?

NR-1 exige reavaliação periódica — recomenda-se anual no mínimo, e antes do prazo se houver: mudança organizacional relevante, evento crítico (acidente, denúncia coletiva), aumento perceptível de afastamentos por CID-F ou auditoria iminente.

Rosane RodriguesAbrir conversa no WhatsApp com Rosane Rodrigues